| Nascido
em Valência na Espanha em 1949 e falecido em Valinhos
em 2005, Paco di Ribes foi um daqueles artistas raros,
um artista que vivia a sua arte de uma forma apaixonada
e visceral. Uma pessoa extremamente amável e
generosa, querido e admirado pelos colegas, Paco di
Ribes realizou uma obra atemporal, muitas vezes baseada
nos preceitos clássicos da arte, mas ao mesmo
tempo numa linguagem contemporânea, antenada com
o que acontecia à sua volta.
Formado em arte pela PUC-Campinas, Paco foi um artista
incansável e dedicado, era um artista que em
pleno século 21, numa sociedade em que o descartável,
o passageiro ditava os rumos da arte, se dedicava às
pesquisas sobre detalhes técnicos da obra, como
sua perenidade, as reações entre os materiais,
procedimentos clássicos da pintura.
Foi também um grande escultor, principalmente
em escala monumental, deixou vários monumentos
espalhados pelo mundo, infelizmente nenhum em Valinhos,
não por falta de vontade e empenho seu, mas pela
falta de sensibilidade e inteligência de algumas
pessoas que estiveram no comando da cultura aqui na
cidade no passado. Perdemos nós, perdeu a cidade.
Foi diretor no Brasil da Associação
Internacional de Escultura Monumental,
que através dos simpósios de escultura
monumental, espalha obras de arte publicas mundo afora.
Tentou muitas vezes trazer o Simpósio para Valinhos,
mas tal projeto acabou barrado pelas tais pessoas acima
citadas.
Participou de inúmeras exposições
individuais e coletivas no Brasil e no exterior, mas
apesar de tudo isso, apesar de ter deixado uma obra
extensa e vigorosa, o destino desse acervo é
incerto e o seu sonho de ter um museu para abrigar a
sua obra é a cada dia que passa um sonho mais
distante, pois falta empenho de muitas partes, infelizmente.
Fica aqui a justa homenagem que o Centro de Arte presta
à memória desse extraordinário
artista, e o nosso desejo de que a sua obra seja preservada
e disponibilizada para que o público possa desfrutar
dela, pois esse era sem dúvida o desejo dele.
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