Geoffroy Degache
Grenoble - França

Nascido em Lyon em 1981, formado em desenho técnico maquetista em Lyon, conseguiu também o diploma nacional de artes plásticas em Grenoble e o diploma nacional superior em expressão plástica em Annecy. Há alguns anos se inscreveu na Faculdade de História da Arte de Grenoble, e com um professor e alguns alunos veio para o Brasil, acabou ficando por dois anos, onde estudou por um semestre no IA da Unicamp.

Geoffroy trabalha com instalação, escultura, desenho, pintura, mosaico, cerâmica, arte sonora e outras mídias. Suas pesquisas giram em torno da dualidade construção / destruição e seus derivados como reconstrução, vestígios.
O concreto, tijolos, ladrilho, madeira, são para ele materiais emblemáticos do mundo da construção, facilitam a leitura das suas questões e constitui a ligação entre trabalhos antigos recentes. Seu trabalho pode ser identificado através de dois pólos diferentes, o do simulacro da representação e o do real. Por exemplo, construir uma ruína seria uma simulação enquanto “curar” uma ruína poderia ser introduzido no real.
Com as cabanas, coletivas ou individuais, feitas dos mais diversos materiais, o artista trata de questões como a construção do próprio espaço, o abrigo, a delimitação do espaço, seja ele próprio ou alheio.
Dentro das caixas d'água, chamadas de "Lugar de Memória", as caixas, usadas em museus para o transporte de obras de arte, abrigam ruínas, ruínas idealizadas. Para criar um certo distanciamento entre o espectador e os objetos, o artista os submergem na água, elemento que de uma certa forma neutraliza a "ação" dos objetos.
Nos trabalhos com as escadas é o concreto que contribui para a neutralização do objeto. Esse trabalho é baseado na “prática do crescimento" de Jean Luc Vilmouth, que consistia de uma certa maneira em desconectar os objetos da própria função e do espaço real, para reconectar-los numa outra dimensão, fazendo leves modificações.
No trabalho dele, o objeto se torna "o mesmo e um outro no mesmo tempo".
No seu trabalho, Geoffroy não cria uma casca como Vilmouth, mas faz aparecer a própria estrutura, mostrando o que "falta", transformando a falta em matéria.
A escada cheia fica contra o muro, criando um efeito de dupla rejeição para o espectador e mostrando uma diagonal entre o muro e o chão, intermediário entre o humano e o objeto.
Nos trabalhos com os blocos de concreto, Geoffroy usa primeiro a destruição do objeto, para depois reconstruí-lo em uma nova forma retangular. O tamanho dessa nova forma é determinado pela quantidade de pedaços em que o bloco foi transformado.